Otimização de custos de CLOUD durante e após o COVID-19. Veja as principais orientações.

coronavirus-diary-the-effects-of-covid-19-on-the-cloud-industry
Escrito por

Thiago Viola

Publicado em

24 de maio de 2020

Compartilhe

Olá Leitores,

Sabemos que a situação do COVID-19 chegou de maneira inesperada para todos nós, causando assim um desafio significativo nas empresas em otimizar os custos, acelerar a transformação digital, trazer eficiência operacional e utilizar todos os recursos de forma racional. Com toda certeza gerenciar a incerteza financeira e ter previsibilidade para os próximos meses é algo que está em pauta em praticamente todas as empresas.

Abordando os temas COVID-19 e CLOUD estes nos remete a otimização continua do consumo e ao mesmo tempo a adoção acelerada de uso de Cloud. E é exatamente este paradigma que o post de hoje será direcionado.

Para iniciarmos, vale a leitura do relátorio que recentemente a Flexera 2020 lançou, nele temos o indicativo que as organizações esperam que os gastos em Cloud aumentem 47% no próximo ano. E esse gasto em aceleração leva a desafios no tema previsibilidade, com as empresas relatando que irão exceder o orçamento de Cloud em uma média de 23%.

flexera

É natural, à medida que os gastos em Cloud aumentam, a dificuldade em garantir que os custos sejam otimizados também aumenta. Devido ao COVID-19, o uso de Cloud está acelerando, com mais da metade das organizações esperando que o uso de Cloud exceda os planos anteriores.

flexera-cloud-costs-02-100842175-large

No entanto, os gastos de Cloud diferentemente de muitos outros custos de TI podem proporcionar economias quase instantâneas quando os recursos ociosos são eliminados ou os recursos com excesso de aprovisionamento são reduzidos.

Um plano focado para otimização de cloud pode gerar benefícios significativos, por este motivo vou relatar aqui as melhores práticas para obter uma melhoria expressiva:

    1. Antes de descontos que tal um ASSESSMENT ?
      A compreensão de ajustes que você pode fazer no ambiente permite identificar onde otimizar o uso da Cloud e determinar quais níveis de compromisso devem ser feitos para receber descontos.a. Desligamento de VMs/BMs/workloads pós horário de não utilização
      Este tema é habitual para quem já utiliza Cloud a um bom tempo, porém para quem usa Cloud sem um planejamento e um mapeamento efetivo de quais são os workloads e sistemas que permitem o famoso ON/OFF ou SUSPEND/RESUME estão desperdiçando rios de dinheiro. Saber o real uso dos workloads pode trazer uma redução expressiva a curto prazo.

      Vale a atenção: Consumir servidores por hora (7×24) durante um mês inteiro é em média de 16% a 22% mais caro do que deixá-lo provisionado de maneira mensal. Sendo assim faça um mapeamento efetivo de quantos horas aquele workload precisa realmente estar em produção.

      b. Tamanho correto da instância (VM/BM) utilizada.
      Essa também é uma máxima para quem já é rotineiro em Cloud. Se você não vai precisar, não contrate um servidor tão grande. Comece pequeno, provisione seu ambiente, faça validações, realize testes e caso precise de uma instância maior re-provisione seu ambiente.

      Vale a atenção: A maioria dos provedores oferece uma funcionalidade de monitoramento para que você possa fazer um acompanhamento real time do consumo efetivo dos seus servidores e também uma funcionalidade chamada de Auto Scale ou Auto Scaling que te permite automatizar e realizar scale up e scale down baseado em triggers pré-estabelecidas.

      c. O modelo da instância (VM/BM) influência diretamente no custo.
      Escolher a modelo correto da instância pode te fazer economizar! Conforme citei no ítem b, atenção no tamanho da instância mas redobre a atenção no modelo da instância contratada, leia os detalhes antes de provisionar.

      Vale a atenção: Muitos provedores colocam vários modelos de VMs, exemplo (4 vCPUs e 8GB RAM) porém por baixo de tudo isso existem chipsets de processadores mais antigos e mais novos que influênciam diretamente no preço e na performance. Sendo assim dependendo da necessidade do workload você poderá gastar menos.

      d. Use regiões/DataCenters com custos menores.
      Independentemente do provedor a localidade influencia nos custos do provisionamento de cada recurso computacional. Ou seja, escolher bem a localidade baseado em premissas técnicas (ex. latência, legislação, próximidade com outros ambientes), pode influenciar diretamente no custo.

      Vale a atenção: Por exemplo, a comparação entre Datacenters do Brasil e USA pode ter uma diferença entre 18% a 20% mensalmente.

      e. Eliminar storage e servidores inativos.
      Cloud tem suas facilidades mas isso não pode virar dor de cabeça. O não uso de storage e servidores deve ser avaliado, assim como performace excessiva o qual não é necessária.

      Vale a atenção: O uso de tags é uma ótima saída para mensurar qual a área contratante, qual o tipo de ambiente utilizado e qualquer outro modo de rastreamento na conta.

      Veja por outras orientações na análise abaixo:

      flexera-cloud-costs-03-100842176-large

  1. Entenda o licenciamento de software utilizado em Cloud.
    Os custos tradicionais de licença de software podem contribuir significativamente para os custos de aplicação em execução na Cloud. A otimização do uso da licença é uma parte importante em toda essa análise.
    1728507Em alguns casos, trazer sua própria licença (BYOL) pode proporcionar economias porém fazer uso da vantagem em escala que cada provedor de Cloud já tem negociado previamente pode ser uma ótima ideia.  Exemplo prático de licenciamento economicamente viável, licenciamento de Sistemas Operacionais como Windows, RedHat e até licenciamento da stack de virtualização da VMWare. Compreender completamente quais licenças estão sendo usadas na Cloud, os direitos ou autorizações de uso relevantes e as implicações de custo são uma parte crítica de qualquer iniciativa.Vale a atenção quando  as licenças de software podem acabar ficando mais caras, por exemplo restrições de licença em banco de dados que podem tornar mais caro a execução. 
  2. DESCONTOS é uma boa, escolha a melhor opção.
    Após o aperfeiçoamento e análise dos ítens 1 e 2 descritos, chegou a hora de pensar em desconto e o que cada provedor de Cloud pode fazer para trazer economia em escala. Vamos as principais opções:a. Instâncias (Servidores virtual ou Bare Metal) RESERVED 1 ou 3 anos.
    A escolha de servidores no modo reservado é sempre uma ótima alternativa quando se tem a certeza que ficará com aquele recurso computacional durante o prazo programado. Se não tiver essa certeza, leia os detalhes.Os descontos do modo reservado normalmente é  algo entre 20% a até 75% de desconto no valor mensal de cada recurso. Vale a pena avaliar !

    b. Instâncias no modo leilão
    O nome mais tradicional de se ouvir é “SPOT”, “TRANSIENTE” e mais alguns outros nomes que estão colocando por aí… Na prática trata-se do consumo efetivo por oportunidade, recursos que normalmente estão osciosos e colocados a venda de maneira oportuna.

    Os descontos neste modelo proporcionam algo entre 60% a 90% de desconto.

    c. Estabelecer um contrato (Enterprise Agreement, Enterprise Discount).
    Este trata-se de um contrato oficial com o provedor de Cloud em questão, estabelecendo premissas, métricas e consumo efetivo para que você possa usufluir de descontos mensais.

    Vale a atenção: Além de descontos conforme citado outro fator extremamente importante é taxa cambial fixa que também pode ser atingido aqui. Com a recém alta do dolar ter um cambio fixo traz uma previsibilidade maravilhosa.

    Este modelo varia de provedor para provedor e vale a pena parar para ouvir.

     

  3. Modernização também é uma saída.
    Depois de concluir a avaliação, identificar as otimizações, descontos e alternativas tá na hora de talvez subir o nível e pensar em modernização. Que tal parar de pensar em mudança de regiões, tipos, modelos de instância ? É hora de mordenizar e cair de cabeça em PaaS.As organizações estão cada vez mais aproveitando os muitos serviços de PaaS, aqui existe um esforço efetivo em modemizar a camada de aplicação, acelerar o uso de DevOps em escala e também garantir que não existe um lock-in sobre a nova arquitetura projetada.
    Screen Shot 2020-05-24 at 00.36.45

 

Obrigado e abraços,


Thiago Viola
Head of Cloud Platform Enterprise Business
MBA Cloud Computing Teacher

E-mail: thiagoviola@yahoo.com.br
LinkedIn: br.linkedin.com/in/thiagoviola
Blog: https://thiagoviola.wordpress.com/
Twitter: @ThiViola
YouTube Channel: https://www.youtube.com/user/tviola87
Slide Share: http://www.slideshare.net/ThiagoViola

Uma resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *