Inteligência Artificial – Previsões para 2026

Inteligência Artificial – Previsões para 2026
Escrito por

Thiago Viola

Publicado em

30 de dezembro de 2025

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O avanço nos últimos anos com Inteligência Artificial trazem para as empresas a oportunidade de uso em escala da adoção da IA, além do foco em suas capacidades de aceleração, execução produtividade com resultados mensuráveis.

Para 2026, as maiores mudanças virão da robustez da IA, escala de uso, uso intensivo de múltiplos diversificações da IA como texto, voz e imagem, preocupações com a preparação dos dados e uso da infraestrutura, além do LETRAMENTO para aproveitarmos o melhor valor da tecnologia.

Veja minha previsões no contexto de IA para 2026:

1. Menos hype, mais arquitetura: No começo de Outubro eu fiz um post no linkedin com o título: “Agile is Out, Architecture is Back” e começo as previsões para 2026 reforçando este tema. Empresas vencedoras terão que buscar uma estrutura bem estabelecida de dados, integrações, segurança e observabilidade — IA sem base sólida não escala.

2. A diferenciação de escolha no uso da IA: À medida que os modelos (LLMs) explodem em quantidade (já são mais de 2M disponíveis no Hugging Face) e se transformam em commodities, os gargalos de desempenho e a diferenciação começam a ser elementos de diferenciação que as empresas vão buscar. A força na busca por SLMs com maiores assertividade, o uso intesivo de protocolos como MCP (Model Context Protocol) e A2A (Agent-to-Agent Protocol) serão decisivos para a escalada e a robustez da IA.

3. Dados proprietários – A vantagem da IA “customizada”: Costumo apresentar em muitas palestrar que apenas 1% das empresas está usando seus próprios dados para IA corporativa e que o normal é o uso de dados públicos genéricos, provenientes da internet ou de outros conjuntos de dados comuns. A verdadeira vantagem competitiva vem de dados proprietários, que capturam o comportamento exclusivo do cliente e insights operacionais, e não dos mesmos dados públicos que todos os outros estão usando. Desbloquear esse potencial traz uma assertividade extra para sua empresa.

4. Multimodal será padrão – experiência para o cliente: Texto, voz, imagem, vídeo e dados estruturados funcionando juntos. Interfaces mais naturais e decisões mais rápidas. A experiência do usuario mais intuitiva e flexível. A realidade do nosso dia a dia finalmente estabelecida em nosso corporativo. Teremos algo intesificado no uso da IA para suporte e vendas por exemplo. Prevejo que, até que a qualidade e a latência da voz gerada por IA melhorem, e o contato telefônico, além do whatsapp continuaram sendo um dos canais com maior taxa de conversão.

5. Governança de IA e a antecipação de controle: Modelos, dados, riscos, compliance e responsabilidade deixam de ser técnicos e passam a ser estratégicos. A medida que o mundo avança na discussão do uso e regulação da IA, a definição e escolha de frameworks e controles bem definidos serão vantagem competitiva.

6. A Inteligência Artificial na sua essência física: A capacidade global de data centers está se expandindo rapidamente por todo o mundo. A necessidade de recursos computacionais e GPUs nos força a intesificar o uso e buscar por alternativas sustentáveis de aperfeiçoar o uso de Inteligência Artificial. Teremos ainda um 2026 com forte uso, porém com alternativas promissoras e caminho.

7. Aprimoramento no programação (Vibe Coding): O Vibe Coding passará da fase experimental para a adoção em larga escala pelas empresas. O código gerado por IA que funciona na maioria das vezes está se tornando a norma, especialmente para ferramentas internas. Mas os riscos já são evidentes: um número crescente de problemas de suporte agora está relacionado a alterações geradas por IA, em vez de alterações feitas por humanos. Recentemente fiz um post sobre o “Project BOB” indicando justamente os ganhos de produtividade alinhados a governança que serão necessários.

8. Letramento (conhecimento elevado até o Board das empresas): Este ítem deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito estratégico para empresas que desejam crescer com segurança e competitividade. Quando conselheiros (board) e executivos compreendem, de forma prática, os fundamentos, limitações, riscos e oportunidades da IA, as decisões deixam de ser reativas ou baseadas em “hype” e passam a ser orientadas por valor de negócio, governança e retorno sobre investimento. Esse nível de conhecimento permite ao Board questionar corretamente estratégias, priorizar investimentos, mitigar riscos regulatórios e reputacionais, acelerar a adoção responsável e garantir que a IA esteja alinhada à visão de longo prazo da organização — transformando tecnologia em vantagem competitiva real, e não apenas em experimentação isolada.

Obrigado e abraços,


VIOLA, Thiago
Director, Artificial Intelligence
MBA AI & Cloud Computing Teacher


E-mail: viola@thiagoviola.ia.br
https://www.linkedin.com/in/thiagoviola/

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