Screen Shot 2018-05-23 at 11.33.10 PM
Escrito por

Thiago Viola

Publicado em

26 de maio de 2018

Compartilhe

Olá Leitores,

No dia 22/05, a Gartner publicou o 2018 Magic Quadrant para Cloud Infrastructure as a Service com grandes mudanças !!!

Antes de começarmos, para quem não conhece, o quadrante é uma representação gráfica desenvolvida pelo Gartner para o mercado tecnológico que avalia determinado período, tendo como objetivo ser uma ferramenta de pesquisa para apoiar os executivos nas tomadas de decisões de cada negócio. Ele está dividido em 4 tópicos que definem: líderes, desafiadores, visionários e concorrentes de nicho de mercado.

Neste quadrante a avaliação é orientada a IaaS. Infraestrutura como serviço é definido como uma oferta padronizada e altamente automatizada, onde os recursos computacionais, complementados por recursos de armazenamento e rede, são de propriedade de um fornecedor de serviços e oferecido ao cliente sob demanda.

O que aconteceu ?

A primeira e mais drástica mudança que ocorreu no último ano é o número de players que o Gartner decidiu destacar em seu relatório: o número de fornecedores passou de 14 para apenas 6 neste ano.

Por que isso aconteceu ?!  Um dos critérios chave que devemos prestar atenção ao ler qualquer um dos MQs do Gartner é o que eles chamam de “critérios de inclusão”. De um ano para o outro, existe um refinamento e modificação nas condições avaliadas.

O que vemos em 2018, foi que o Gartner concentrou-se em “fornecedores globais que atualmente têm ofertas integradas de IaaS e PaaS hiperescala, ou que atualmente estão desenvolvendo essas ofertas”.

Então, aqui está quem está dentro e quem está fora (por ordem alfabética):

DENTRO: Alibaba Cloud, Amazon Web Services, Google, IBM, Microsoft e Oracle.
FORA: CenturyLink, Fujitsu, Interoute (adquirida pela GTT em fevereiro), Joyent (de propriedade da Samsung), Virtustream (de propriedade da EMC), NTT Communications, RackSpace e Skytap.

 

Qual a percepção macro dos players no quadrante  ?

Tivemos a permanência da AWS e Microsoft no quadro de LEADERS e a promoção do Google Cloud para este mesmo .

Já provedores como IBM, Oracle e Alibaba Cloud juntos foram movidos do quadro de VISIONARIES para NICHE PLAYERS.

 

Qual foi o foco do Gartner neste ano  ?

Este ano, o Gartner escolheu critérios de inclusão mais rigorosos,  incluir apenas fornecedores globais que atualmente têm ofertas integradas de IaaS e PaaS com hiperescala ou que estão atualmente desenvolvendo essas ofertas. Essas mudanças refletem a crença da Gartner de que as avaliações de clientes estão atualmente focadas principalmente em fornecedores para adoção estratégica em uma ampla gama de casos de uso.

 

O que podemos evidenciar de diferente ?

O Gartner considerou Bare-metal, mas nem todos.

O Gartner avaliou apenas os servidores em Cloud que podem ser provisionados automaticamente em menos de dez minutos (de preferência cinco) e são cobrados de hora em hora.

Mesmo que a maioria dos clientes de bare metal hoje se preocupa mais com a flexibilidade e o desempenho oferecidos pelos servidores bare-metal do que com o tempo de provisionamento, o Gartner adotou a premissa provisionamentos.

 

O Gartner olhou com atenção para o tema DISPONIBILIDADE no ano passado.

A ferramenta de avaliação evidenciada no relatório é o proprio Gartner Cloud Decisions o qual avalia a disponibilidade de cada provedores Aqui está a lista de disponibilidade:

– Alibaba – 100%
– AWS – 99.998%
– IBM – 99.9989%
– Google – 99.9985%
– Microsoft – 99.9951%
– Oracle – 99,9834%

 

Como escolher seu provedor de Cloud?

Além do relatório mais recente da Gartner, você encontrará uma ampla orientação através do IDC, Forrester e outras fontes de pesquisa. Montar uma estrutura comparativa para pensar nas várias opções e uma boa idéia e avaliar tendencias futuras como essas abaixo é ponto chave:

  • Quanto de seus dados deve estar em Cloud? De acordo com a pesquisa mais recente, 77% das empresas estão indo para a nuvem. No entanto, 37% das empresas têm todos os seus dados na nuvem. Você estará “all-in” ou estará no modo híbrido? De qualquer forma, você provavelmente precisará considerar uma camada semântica universal.

  • Tecnologia moderna. Princípios antigos? Não importa o quão “revolucionária” a nuvem apareça, não acredite que você será capaz de esquecer seus requisitos de negócios corporativos.

    Você precisará de uma evolução.
    Não confunda com revolução!

  • Uma Cloud ou MultiCloud?

    Independentemente de você ser novo na Cloud, migrar cargas de trabalho locais para a nuvem ou executar seu Data Lake em um modo híbrido, será necessário considerar “vendor lock-in”.

  • Escolha uma cloud que garanta segurança e forneça serviços de ponta a ponta!

    Provedores de cloud devem fornecer da camada mais basica de IaaS (Infraestrutura como Serviço) e ser pronta para a entrega de IA (Artificial Intelligence) – com novas soluções, incluindo serviços para segurança contínua, Container Service, Kubernetes, IA, até ferramentas de Deep-Learning as a Service (DLaaS).

 

Obrigado e abraços,


Thiago Viola
Head of Watson & Cloud Platform Sales Brazil
MBA Cloud Computing Teacher

E-mail: thiagoviola@yahoo.com.br
LinkedIn: br.linkedin.com/in/thiagoviola
Blog: https://thiagoviola.wordpress.com/
Twitter: @ThiViola
YouTube Channel: https://www.youtube.com/user/tviola87
Slide Share: http://www.slideshare.net/ThiagoViola

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *