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Escrito por

Thiago Viola

Publicado em

25 de julho de 2019

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Olá Leitores,

O Gartner publicou neste mês de Julho o  “Magic Quadrant para Cloud Infrastructure as a Service – 2019 ” e para matar logo a curiosidade, posso adiantar que as mudanças foram apenas superficiais.

Para quem não conhece, o quadrante é uma representação gráfica desenvolvida pelo Gartner para o mercado tecnológico que avalia determinado período, tendo como objetivo ser uma ferramenta de pesquisa para apoiar os executivos nas tomadas de decisões de cada negócio. Ele está dividido em 4 tópicos que definem: líderes, desafiadores, visionários e concorrentes de nicho de mercado.

Neste quadrante a avaliação é orientada a IaaS. Infraestrutura como serviço é definido como uma oferta padronizada e altamente automatizada, onde os recursos computacionais, complementados por recursos de armazenamento e rede, são de propriedade de um fornecedor de serviços e oferecido ao cliente sob demanda.

 

Como está o mercado de Cloud IaaS ?

O mercado de cloud IaaS está amadurecendo, mas a receita está crescendo sem parar. O Gartner projeta a receita no mercado IaaS da nuvem para aumentar para US $ 81,5 bilhões até 2022, acima dos US $ 41,4 bilhões em 2019.

 

Como ficou o quadrante em 2019 ?

 

 

Vamos falar sobre os provedores de Cloud envolvidos ?

Para que tenhamos uma percepção geral sobre os provedores busquei por núcleos de tecnologia como o ZDNET para termos uma visão “agnóstica” dos provedores.

 

AWS
Não é de surpreender que o Gartner considere a AWS como o provedor de hyperscale mais críticos. A AWS também cobre a maioria dos casos de uso e tamanhos de empresas com novos serviços e tem um histórico sólido.

Qual a pegadinha? O Gartner observou que a AWS não tem os melhores preços e seu armazenamento padrão (storage default) não teve uma redução de preço desde 2014. Além disso, a AWS é frequentemente a primeira a comercializar serviços, mas exige que as atualizações de engenharia se tornem ricas em recursos. E se você está em uma indústria que concorre com a Amazon de forma ampla, sua diretoria pode pedir que você encontre um novo fornecedor de nuvem.

 

AZURE
Os pontos fortes do Azure são óbvios: a Microsoft integrou bem seu software com seus serviços em nuvem. Como resultado, as lojas da Microsoft podem criar aplicativos híbridos. A Microsoft também desenvolveu uma estratégia de ponta e Internet das coisas para o Azure e está aberta com metade de suas cargas de trabalho no Linux e integração com as principais plataformas corporativas.

Qual a pegadinha? O Gartner observou que o Azure teve uma série de interrupções com o Active Directory do Azure e isso deve dar aos clientes uma pausa. Além disso, o Gartner disse que seus clientes tiveram desafios com implementações que estão dentro do prazo e do orçamento e reclamam do suporte técnico.

 

GOOGLE CLOUD PLATFORM
O Google Cloud está desenvolvendo seus recursos corporativos após um foco inicial em startups nativas em nuvem e sua experiência em análise e aprendizado de máquina estão tornando-o um fornecedor estratégico. O Google também criou programas para ajudar os clientes a alavancar sua equipe de engenharia e operações, observou o Gartner.

Qual a pegadinha? O Google Cloud não desenvolveu totalmente seus processos para lidar com contas corporativas. Contratos, descontos, licenciamento e integração podem ser dores de cabeça para os clientes e a cobertura de vendas é pequena. O Google Cloud também carece de uma grande lista de provedores de serviços gerenciados, disse o Gartner.

 

IBM CLOUD
A IBM acredita que as empresas hoje já estão bem além do estágio em que analisam a infraestrutura de nuvem isoladamente. Embora o IaaS continue sendo a principal consideração neste relatório do Gartner Magic Quadrant, isso representa apenas uma parte de um mercado de nuvem muito grande e diversificado.

Qual a pegadinha? A consideração da “próxima geração de IBM Cloud” poderiam ter melhorado substancialmente o posicionamento no quadrante.

Para referência: relato aqui os lançamentos destes últimos 06 meses do ano de 2019:
– MZR: Capacidade de provisionamento de recursos através de multi zones.
– VPC: Virtual Private Cloud, capacidade habilitada recentemente no portal para auxiliar os cliente a criar tunels VPNs de maneira simplicada.
– BYOIP: Junto a VPC a opção de trazer o IP do cliente para a Cloud também é realidade.
– IKS: Kubernetes integrado e gerenciado para execução de containers.
– POWER: Disponibilização de servidores AIX e AS/400.
– VCS: O primeiro provedor de Cloud a trazer VMWare on Cloud 100% automatizado.
– RedHat Open Shift: Disponibilidade de Open Shift para orquestração do mundo de microserviços, já habilitado também no portal para uso. (até o modo em estágio *beta).

 

E a comparação dos quadrantes dos anos de 2017, 2018 e 2019 ?

 

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Obrigado e abraços,


Thiago Viola
Head of Cloud Platform Enterprise Business
MBA Cloud Computing Teacher

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